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quarta-feira, 13 de maio de 2009

SER NEGRO II



Ser negro
não é propriamente ser negro!
É estar negro:
pelo egoismo,
pela discriminação,
pelo desamor,
pela ingratidão,
pela falta de fraternidade,
pelo racismo.
Ser negro
não é uma questão de cor.
É uma questão de CORAÇÃO!

quinta-feira, 26 de março de 2009

JOGO DE DNA




Ligo a televisão.
Na telinha imagens mostram-me um corpo...
se desfazendo ao longo do tempo.
Dois esqueletos bailam num “suave é a noite”.
E suas células partem-se e se repartem às minhas vistas.
Uma morre e outra nasce num indo e vindo
de vida microscópica e infinita.

E sou eu que morro e renasço
em instantes, em um dia.
Sou eu que me fito por dentro e por fora
em rápidas mudanças de tempo.
Se alguma coisa se atrofia por dentro,
transformações ocorrem por fora.

E isso sou eu!

Sou uma célula corrompida.
Sou uma ruga, uma estria.
Um olho opaco,
Um osso poroso.
Um músculo atrofiado,
Uma veia meio entupida,
Um coração cansado.

Mas ainda gente sou!

Na telinha vislumbro tais coisas?
Sinto-me adolescente,
quase criança sou,
Num emaranhado de conhecimentos do tempo
Que há muito já passou.

E meu espírito mais velho
ainda novo continua
Nos trinta anos ainda estou.
Vou partir mas vou contente,
Deixo-te sorridente me lembrando
No DNA que chegou.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

DESCOMPASSOS



Com passos se fazem caminhos,
ora firmes, ora tão trôpegos,
rumos talvez ao nada,
que se transforma ora em vitórias,
ora em fracassos.

Com o nada não se faz história,
com passos o tempo vai discorrendo
como pólos que se atraem,
como grãos de areia pelos ventos levados
formando dunas ora aqui, ora acolá.

Com passos somos grandes, fortes
e seguimos rumo ao encontro
do pequenino e fraco desencontro
talvez do coração,
talvez da nossa razão!

Tal como deuses somos na maturidade,
linha numérica frágil da vida onde um menos um
se torna sons roucos e descompassados
na vida dos que amamos
ou que sonhamos amar!

E naquele se põe tudo o que resta
para a construção de um porvir.
É o contraste do tudo o que queremos ser
num universo sem rimas ou simetria
num quase poema de morrer na praia,

assim:

Quase chegou...
Quase beijou...
Quase viveu...
Quase amou...
Quase partiu...
Quase morreu...


É preciso fazer o quase tornar-se presente,
porque no amanhã tudo se esvai

e o nosso passado então jamais futuro será...