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domingo, 10 de maio de 2009

O Berço do mundo




O ser que emerge das águas
Transforma o corpo,
Muda a visão da vida,
Enche o campo de flores.

É o pequeno mundo
Que sem pretensões chega
E sem mais ver
Dá um novo sentido de ser.

De ser um tudo
Sem contudo ainda ser.
Ser que se desmancha de zelo,
Para o novo que já deseja ver.
E sente o dia ensolarado
Chuvas caindo em telhados
Frio e calor em um corpo
Transmudado.

Já não há a outrora beleza
Nem a segurança da mocidade.
Em seu lugar um enjôo,
Um mal estar e um desejo.
Há a ânsia e a incerteza
Que não dura muito
Só nove meses
Nesta nova beleza

Estavas já mãe desde criança
E mãe serás para sempre,
De teus filhos, outros filhos fecundo
Porque de Deus ganhaste confiança
De com Ele embalar um berço
E de tuas mãos gerar o mundo.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

SILÊNCIO PARA DENTRO





Silêncio que o pássaro negro
entoa seu canto

na noite do jardim
tão cheio de flores
e tão cheio de mim.


Silêncio que eu canto
o canto da vida onde

às vezes soa a busca
de todas as coisas que
ora clareia mentes, ora ofusca.


Silêncio que na noite adentro
uma criança chora

seu choro de fome magoado
sentido, sofrido,
por ter sido pela vida mal amado.


Silêncio de teus sentidos
é preciso pra ouvir
meu canto, meu pranto
sentir o que sinto e,
sonhar com novo porvir.


Silêncio para gritar à vida.
a falta de vida
indolentemente, insolentemente
dentro da própria vida
( descrente?!)

Silêncio que de silêncio é preciso
para se tornar mais gente
para se fazer presente
para ser consciente
no aqui... no agora.