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sábado, 28 de fevereiro de 2009

SILÊNCIO PARA DENTRO





Silêncio que o pássaro negro
entoa seu canto

na noite do jardim
tão cheio de flores
e tão cheio de mim.


Silêncio que eu canto
o canto da vida onde

às vezes soa a busca
de todas as coisas que
ora clareia mentes, ora ofusca.


Silêncio que na noite adentro
uma criança chora

seu choro de fome magoado
sentido, sofrido,
por ter sido pela vida mal amado.


Silêncio de teus sentidos
é preciso pra ouvir
meu canto, meu pranto
sentir o que sinto e,
sonhar com novo porvir.


Silêncio para gritar à vida.
a falta de vida
indolentemente, insolentemente
dentro da própria vida
( descrente?!)

Silêncio que de silêncio é preciso
para se tornar mais gente
para se fazer presente
para ser consciente
no aqui... no agora.




sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

PÁSSARO




Novamente alças vôo,
partes não sei p'ra onde...
Vagas simplesmente e sem permissão
perambulas ora aqui, ora alí.


Buscas um não sei quê de mistérios e pelas estradas
vislumbras fugazes e nebulosos,
belos como os campos de trigo
e passageiros como os ventos ferozes...


Partes e a cada partida uma onda de emoções vais deixando
pelas estradas vermelhas de veias que aceleram
o compasso de meu coração. Quando partes asiim
já fico esperando noites de solidão.


Se vais me deixas sozinha, ,no peito fica a ilusão
de que ao voltares, as manhãs sejam de flores
e de belas canções, de porvir multicores,
e do príncipe encantado, os amores!