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quinta-feira, 14 de maio de 2009

ILHADA


Vou-me embora desta terra
Para aqui voltar mais não
Levando pouca coisa
Pra não pesar o matulão.

Casa moderna eu levo
Dobrada feito lençol
P’ra proteger dos bichos,
Do frio, da chuva e do sol.

A lâmina cortante na ‘algibeira’
Pois dela vou precisar
Frutos, cocos, cipós
E mata virgem pra cortar.

Com muito zelo uma panela
Sobre gravetos vou usar
Não sei bem qual a serventia
Mas sei que dela vou precisar.

Em meio a bagagem primeira
O Livro Sagrado irá
para nas horas de desânimo
Nova esperança encontrar.

Comigo olhando as estrelas
A flor de meu jardim estará
Perfumando a solitária ilha

E de amor as trevas iluminar

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

ESTRELAS



No céu constelações brilham num pisca-pisca
Refletido em nosso olhar .
Fazem-se estrelas-guias para reis e homens

Mostrando rumos, apontando caminhos

nas noites escuras da amplidão.


Na terra quantas estrelas haverão?


São homens que alumiam caminhos,

abrem espaços, ensinam e aprendem:
São pontos de luz na obscuridade dos caminhos.

No céu umas já não existem

mas a luz ainda se reflete
onde um dia existiu.


Na terra outras também já não existem,

porém se irradiam na lembrança,

perpetuando sua luz por onde um dia passou.


E ambas continuam brilhando

tornaram-se estrelas de vida,
modelos para os que ficaram .


Somos pontos de luz, mesmo que tênue:

para uns, grandes fachos

para outros, simples chama de vela.


Luzes no céu, luzes na terra somos,

iluminando nosso irmão
,
para transformar este chão!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

IRMÃ MORTE



Irmã que ninguém gosta de pensar.
Gêmea da vida, siamesa negada,
jamais esquecida, quase nunca mencionada.
Estás do lado de fora,
em qualquer esquina,
em qualquer bar.
Intrínsicamente ligada qual mãe
ao cordão umbilical.
À alguns um tanto quanto ansiada
já por outros jamais lembrada.
No entanto, eterna companheira,
invisível a perscrustar os passos,
a cada caminhar, num doce olhar.
E de repente todos os segredos
da vida por ela serão revelados.
E através de leve suspiro
ou dor no peito, um estorvo cerebral,
num estrondo na estrada,
num tiro no escuro,
ou numa braçada de mar,
de repente, não mais que de repente,
iremos te encontrar.
E no teu abraço fortíssimo, rumo às estrelas,
presos a infinitude do que somos,
eternizados nos corações que nos amam,
Através de ti, iremos nos tornar.