
Sede que se faz profunda busca
de não sei quê,
infinita e rabuscada no sentir amoroso
que se queda todo
no lago profundo de você.
Sede que se alastra violenta
no âmago fecundo do meu ser.
Seca-me a boca, queima-me o ventre
racha-me por dentro na ânsia louca
pela terra árida de teu ser.
Sede que se faz presente
naquele que se fez ausente
no tempo tórrido do meu ser.